“Para um yogi, o corpo é seu laboratório de experimentação e
pesquisa permanentes”
B.K.S Iyengar
Desde janeiro/2015 o foco para
mim tem sido o Yoga na Gestação, momento este de muitas descobertas de corpo e
das mudanças dos ritmos internos. A situação de gestante é um dos ciclos da
mulher que não é nada trivial. Para dar conta, tem sido necessário estudar mais
a fundo, participar de workshop com profissionais com vasto tempo de observação
no tema e obviamente é no encontro com o meu tapetinho que valido o que serve e
o que não serve para mim.
A primeira descoberta foi: a
gestação não é a mesma no período de 9 meses. Claro que eu já sabia da divisão
dos 3 trimestres, mas praticar os yogasanas (posturas) considerando esta informação
muda tudo. Então, como ponto partida neste campo de estudo aprendi as seguintes
regras gerais:
a)
Existe uma diferença de benefícios e cuidados
para quem nunca praticou yoga comparando com quem já pratica. Para quem inicia
a pratica já gestante sempre procurar um professor para receber orientações
adequadas;
b)
Praticar ou não um asana (postura) pode depender
do período da gestação, das condições especificas da gestante e do nível do
praticante;
c)
A pratica é sempre voltada considerando sua
proteção e a do bebê;
d)
Evitar pressionar o abdômen e pélvis;
e) Praticar calmamente criando espaço interno;
f)
Sua respiração será um indicador do andamento da
prática. A respiração deve ser gentil, calma e natural.
Meu primeiro trimestre
Mudança total de ritmo e busca de
aceitação interna. Ao mesmo tempo que entro na gestação, entro no último ano de
um curso de formação onde eclodiu ritmos completamente diferentes a serem
vividos.
Em um primeiro momento
inocentemente acho que é possível conduzir tudo sem fazer nenhuma mudança, mas
isso não dura muito porque no encontro com meu tapetinho meu corpo vai pedindo
outras coisas e algumas questões vão surgindo, como por exemplo: ao invés de
você executar 32 asanas com tempo cronometrado e um padrão de alinhamento como
é solicitado em um exame, que tal estudarmos uma única postura e suas variações?
Era nesse nível que os conflitos se davam.
Acho que o primeiro trimestre foi
um dos momentos mais difíceis por esta falta de clareza temporária, até que
começo a estudar um livro incrível chamado Iyengar
Yoga for Motherhood (Iyengar Yogar para a Maternidade), escrito pela Geeta
S Iyengar, Rita Keller e Kerstin Khattab. Muito esclarecedor!!
Eis que acontece umas daquelas
coisas quando se está na busca de conhecimento, Rita keller vem para o Brasil e
pude então participar de 3 dias de um workshop sobre Yoga para Gestantes e pós-parto,
onde grande parte das aflições se foram, embora depois de muito choro (é claro).
O workshop foi além de instruir ajustes nas posturas, mas como alinhar corpo,
energia e mente nas posturas. Algo que só pessoalmente se pode ensinar.
Baseado neste livro, fica a dica
de alguns asanas para o primeiro trimestre da gestação.
Virasana em Parvatasana
Supta Virasana
Upavistha Konasana
Supta BaddhaKonasana
Para as próximas postagens
compartilharei mais descobertas e vivencias do segundo e terceiro trimestre
rumo a reta final de uma parte de um ciclo.
Para além do infinito!
Namastê!
Nenhum comentário:
Postar um comentário